Paralisação está prevista para 11 de novembro; governo antecipou votação legislativa para o dia 29 do mesmo mês.
As centrais sindicais espanholas UGT e CCOO anunciaram uma greve geral de 24 horas para 11 de novembro, em resposta à crise habitacional e à mobilização de associações de inquilinos.
A paralisação ocorrerá antes das eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro, convocadas pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.
Aluguéis e despejos motivam mobilização
Segundo reportagem da Agência Lusa publicada pela Agência Brasil, associações em defesa da moradia têm organizado protestos contra despejos e o encarecimento dos imóveis e aluguéis.
Os sindicatos relacionam a reivindicação habitacional à necessidade de salários que permitam aos trabalhadores arcar com uma residência.
A última greve geral convocada conjuntamente pelas duas centrais ocorreu em 2012.
Empresários e oposição criticam decisão
Representantes empresariais questionaram o caráter da paralisação e sua proximidade com a campanha eleitoral.
O Partido Popular e o Vox também criticaram a iniciativa, atribuindo ao movimento uma finalidade política favorável ao governo.
Sánchez declarou que cabe ao Executivo respeitar o direito constitucional de greve.
A antecipação das eleições ocorreu após a rejeição parlamentar de medidas para a habitação e em meio à pressão das manifestações.
