João Bosco Celebra 80 Anos com ‘Horda’, Álbum Gravado ao Vivo que Reinventa sua Obra ao Lado da NDR BigBand
A trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira ganha um novo capítulo em julho. Prestes a completar 80 anos, João Bosco lança o álbum “Horda”, um projeto gravado ao vivo com a renomada orquestra alemã NDR BigBand que promete oferecer uma nova dimensão ao repertório do artista mineiro.
Programado para chegar ao público em 3 de julho, o disco inaugura oficialmente as comemorações pelos 80 anos do cantor, compositor e violonista, reunindo arranjos sofisticados, influências do jazz e a identidade musical que consagrou Bosco ao longo de décadas.
Álbum marca início das celebrações dos 80 anos
“Horda” é o primeiro de dois projetos especiais preparados para celebrar o aniversário de João Bosco, que completa 80 anos em 13 de julho.
Além do novo álbum, o artista também prepara “Amigos novos e antigos – João Bosco 80 anos”, trabalho que ainda está em fase de produção e contará com participações de músicos de diferentes gerações e estilos.
A chegada de “Horda” representa, portanto, o pontapé inicial de uma série de homenagens à extensa contribuição do cantor para a música brasileira.
Arranjos renovam clássicos do repertório
Um dos grandes destaques do álbum está nos arranjos elaborados por Rafael Rocha, que oferecem novas interpretações para canções conhecidas do público.
A estrutura da NDR BigBand reúne um extenso grupo de trombonistas, saxofonistas e trompetistas, criando uma sonoridade rica que dialoga diretamente com a obra do artista brasileiro.
Canções como “Incompatibilidade de gênios”, composta por João Bosco e Aldir Blanc em 1976, ganham novas nuances por meio da combinação entre samba e jazz.
Outro momento marcante aparece em “Sinhá”, parceria com Chico Buarque lançada em 2011, que recebe uma introdução inspirada no universo da música erudita através do piano de Florian Weber.
Afro-jazz-brasileiro conduz a identidade sonora do disco
Disponível em formato digital no Brasil, “Horda” apresenta 12 faixas que exploram o universo musical que João Bosco define como afro-jazz-brasileiro.
A faixa-título, composta por João Bosco e Francisco Bosco em 2020, exemplifica essa proposta ao unir elementos do jazz, da música brasileira e das tradições africanas que influenciam grande parte da obra do cantor.
Entre momentos delicados e passagens intensas, a gravação evidencia a integração entre os metais da orquestra e o característico violão percussivo de Bosco, marca registrada de sua carreira.
A abertura do disco com “Abricó de macaco” reforça essa identidade, apresentando ao público a energia e a swingueira que permeiam todo o projeto.
Encontro entre Brasil e Alemanha gera projeto grandioso
Gravado ao vivo em Hamburgo, em julho de 2025, o álbum reúne João Bosco e a tradicional NDR BigBand, uma das mais respeitadas formações de jazz da Europa.
O projeto ganha ainda mais relevância por marcar a primeira vez que a orquestra é conduzida por um maestro brasileiro. A responsabilidade ficou a cargo do trombonista Rafael Rocha, que assina os arranjos e a regência do espetáculo.
A combinação entre a sonoridade sofisticada da big band alemã e a riqueza rítmica das composições de Bosco resulta em uma obra que amplia horizontes sem perder a essência do artista.
Projeto exalta influências que moldaram a música de João Bosco
Além de revisitar o próprio repertório, “Horda” também funciona como uma homenagem aos artistas que influenciaram a formação musical de João Bosco.
“Este álbum também é uma homenagem aos grandes criadores de grooves inesquecíveis. Miles Davis, John Coltrane, João Gilberto e Tom Jobim…”, destaca o artista em texto preparado para o encarte do disco.
A referência torna-se evidente em faixas como “Samba sonhado”, composição criada em parceria com Francisco Bosco em 2024 e inspirada na estética musical de João Gilberto.
Com faixas extensas, arranjos detalhados e uma proposta artística ambiciosa, “Horda” surge como uma das produções mais relevantes da carreira recente de João Bosco. O álbum reafirma a capacidade do artista de reinventar sua própria obra, mantendo viva uma trajetória que segue influenciando gerações e ampliando os horizontes da música brasileira.





